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sábado, 12 de março de 2011

MARIA DE MATOS LIMA, SAUDADE ETERNA.

Eram exatas nove horas da noite, em 19 de Maio do ano de 1979. Na televisão estava passando o seriado, Mulher Biônica. D. Mariinha, como era conhecida a minha avó, tinha 52 anos; estávamos morando em Teresina, porquê meu avô, Gentil Patricio trabalhava no Batalhão (2° BEC), e fora transferido.

O Bairro onde ficava a nossa casa era o Morro da Esperança, zona norte da capital piauiense. Aos treze anos de idade, passei a maior dor que já senti até hoje. Perdi naquela fatídica noite a pessoa mais amada do mundo para mim.

Depois de um dia estafante de muita labuta, como ela mesma dizia. Tomou o seu banho, colocou minha janta, perguntou ao meu avô se ele também queria jantar naquele momento, para poder preparar o prato. E que prato, seo Gentil comia bem, e muito.

Logo após saciar a fome de marido e neto, ela costumava colocar uma cadeira de espaguete do tipo jabutí, na porta da casa e observava o movimento, em muitas oportunidades conversava com amigas e vizinhas. Detalhe em uma cadeira ela sentava-se, na outra colocava os pés, para descansa-los.

Próximo da nossa residência tinha um terreiro de Umbanda, durante a noite o movimento era intenso, pois aparecia gente de todo lado, para participar das atividades no local.

Em nossa casa morava também, meu primo Gentil Neto (Totoca). Naquele tempo uma criança, hoje é um homemzarrão.

Minha avó, sentada na porta de casa, absolutamente tranquila quando de repente surge do nada um carro tipo rural, o motorista perde o controle da direção, e vai de encontro ao seu corpo. O Impacto foi violentissimo, provocando traumatismo craniano e várias escoriações no corpo de D. Mariinha, que morreu minutos depois.

Eu estava a uns cinquenta metros de distância, quando escutei o barulho provocado pela batida, sentí no momento uma angústia muito grande. Ao ver a cena do acidente me desesperei, gritava o nome de minha, vó e não obtia resposta. Algumas pessoas vendo o meu estado de nervos tentavam me acalmar, mais eu só queria saber onde estava minha vózinha querida.

O Meu desespero aumentou quando eu ví o corpo dela embaixo do carro, fui imediatamente para tentar socorre-la, a situação era irreversivel, os últimos suspiros que ela deu foi em meus braços, quase que enlouqueço, durante muitos anos, a cena marcou minha vida, eu nunca consegui esquecer aquele que foi o pior momento da minha existência.

O Corpo de Maria de Matos Lima (D. Mariinha). está sepultado no cemitério São José, em Castelo do Piauí. No próximo dia 19 de Maio, farão exatos 44 anos de muita saudade.

O Casal, D. Mariinha e seo Gentil, tiveram quatro filhos biológicos...Gracinha, Helena, Fátima e Toinho. Dois adotivos; Chico louro e Antonina. A Descedência do casal, hoje chega próximo dos cem, entre filhos, netos e bisnetos.

O Meu avô, Gentil Rodrigues de Souza, também não é mais vivo, tendo falecido em 14 de Janeiro do ano de 1.996. quando contava 76 anos.

Por tudo que me ensinou, pela vida simples que tinha, pelo coração gigante, pela criatura bonissima e pela pessoa maravilhosa que foi, é que presto esta simples homenagem, à mulher mais forte e determinada que conhecí na minha vida.

Com D. Mariinha não existia tempo ruim de jeito nenhum, ela era uma otimista inconteste. Aprendí muito com ela, e os seus ensinamentos procuro coloca-los em prática durante o meu dia a dia. "Meu filho! tenha fé em Deus sempre, se este mês nada deu certo, mês que enta tudo vai ser melhor". Dizia ela quando alguém estava se lamentando.

Só tinha uma coisa que ela odiava...Mutuca.


Jurandir Viana

Um comentário:

  1. Camelo ao ler me emocionei e chorei bastante,sei que era ainda pequena mas tenho poucas lembranças de nossa vó ou seja para voce mas que vó uma mae,mas uma grande mulher hoje só tenho á agradecer a DEUS por ter tido uma guerreira como avó

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