domingo, 29 de maio de 2016

CHOCOLATE: Quente ou Frio?

A vitória do Real Madri da Vereda, começou a ser construída aos 5 minutos quando Alyson cometeu falta na área grande em disputa com Branco. Fagonnes foi lá e com extrema categoria colocou no canto contrário à queda de Neto, que nem na foto saiu. O esquadrão veredense recheado de jogadores do São Miguel, fez valer a vontade de ganhar e mandou no jogo até os 32 minutos, quando perdeu Paulinho, que jogou no sacrifício devido a uma contusão. Não resistindo, Claudio Feitosa, o trocou por Juca, que demorou um pouco a gostar do jogo, mas quando engrenou, foi peça fundamental. As falhas constantes no setor direito defensivo do Real, proporcionaram vários lances de perigo contra a meta do gigante Zé, que fez uma partida e tanto. 

Como no futebol as coisas não são exatas, por um destes caprichos o gol de empate, surgiu após cobrança de arremesso lateral, onde houve falha na marcação e Eltinho, recebeu bola enfiada próximo ao bico da área pela direita, penetrou e de três dedos chutou com força, deixando o arqueiro Zé, estático. Eram decorridos 45 da etapa primeira de jogo. 

A partida foi reiniciada com um verdadeiro bombardeio dos riverinos, que a cada estocada viam o goleiro adversário se consagrar com defesas providenciais. Foram 4 chances desperdiçadas no mínimo. Como quem não faz leva, o castigo chegou aos 21 com Branco. O camisa 10 recebeu na esquerda e chutou inapelável para festejar com seus companheiros. O River Playt ainda tentou empatar outra vez, mas foi em vão.

A  peleja seguia e para desespero dos tricolores, Juca, balançou as redes duas vezes, sendo a primeira aos 32 e depois nos acréscimos do árbitro Beto (48). O quarto gol do Real fez demolir as esperanças do Mais Querido e aflorar os sentimentos dos torcedores, que partiram para a verborragia contra parte da organização e membros da arbitragem. A situação chegou a prosseguir na parte externa do estádio Portelão, que nesta jornada, recebeu público pagante na ordem de 179.

A terceira rodada começará dia 4 de Junho com Alto Bonito e Roma brigando por uma vaga na semifinal. No dia seguinte será a vez da Pedreira enfrentar o Marvão em busca da outra vaga do grupo A.

A fase de classificação será concluída nos dias 11 e 12 de Junho, quando teremos os confrontos válidos pelo grupo B: Real Madri x São Paulo e Baixada x River Playt. Vai ser teste para cardíacos.



Por: Jurandir Viana  

sábado, 28 de maio de 2016

Foi Vibrante !!

Aos 22 segundos de bola rolando a torcida da Baixada, já comemorava o gol marcado por Júnior Corredores, é isso mesmo, você não leu errado, o tento que inaugurou o placar da jornada deste sábado (28), no Portelão, aconteceu com menos de meio minuto de jogo. Era tudo que a massa bicolor queria e desejava. Mas nem tudo que se apresenta fácil, termina óbvio. 

A partida seguiu e aos 7 minutos veio o gol de empate do São Paulo Buritiense, através de Carlinhos, que aproveitou falha do miolo de zaga e demora em sair do goleiro Edipaulo. A igualdade caiu como um balde de água fria, nas pretensões de Juliano, Diego, Dez, Jardel, Daniel, Matias e cia ltda. 

O primeiro tempo transcorreu elétrico e vibrante. Porém o placar não foi mais modificado. A etapa final se apresentou com o São Paulo, tendo apenas duas peças de reposição, Sérgio e Jair Piauí, o técnico Pardal, as usou e por pouco não saia com 3 pontos. O camisa 14 tricolor teve a chance de matar o jogo, no apagar das luzes (SIC), mas Edipaulo como um gato, voou no canto esquerdo a meia altura e de mão trocada, mandou o balão de couro para escanteio, Jair, lamentou. Foi uma intervenção espetacular, digna de foto em primeira página.

Antes a Baixada martelou, martelou mas não conseguiu furar a retranca são-paulina, que tinha em Marcondes sua maior expressão. Ao fim, perdendo 2 pontos, jogadores, torcedores e diretores do azulino castelense, desandaram a criticar o árbitro Manoel Francisco Soares, que segundo os mesmos deixou de assinalar duas penalidades máximas. Chico Alberto, de tão veemente, recebeu cartão amarelo.

99 pessoas pagaram pra ver o melhor jogo da Copa Mangueira, após 7 disputas. Os auxiliares de Timanel, foram Gilson Carlos e Neném Sales. 



Por: Jurandir Viana  

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sobre o 27 de Maio - Lembranças !!

Confesso que tive dificuldades para iniciar este texto, 27 de Maio de 2015, uma quarta-feira, um dia para uma cidade do interior do Piauí, que seria de laboro (Trabalho produtivo). Não, não foi o que a mídia local, nacional e internacional iria estampar no dia seguinte em seus tabloides (Impressos), telejornais e sítios noticiosos, e sim uma das mais cruéis barbaridades que se pode cometer contra seres humanos.

Naquele fatídico 27 de Maio, para quatro garotas o dia nascia lindo e a certeza da realização de sonhos, mal sabiam elas, que naquele mesmo dia no fim de tarde, para quase todos os planos idealizados, surgiria uma nuvem negra, que iria mudar a rotina de uma cidade interiorana e pacata.

O LOCAL 

Morro do Garrote, também chamado Carro Velho ou Acauã, bem o nome é o que menos importa. Local ideal para registros fotográficos, que era a ideia das garotas, e também de uma bela visão panorâmica da cidade. Passado um ano, todos sabem do ocorrido. Não apenas isso, a tragédia ou o acontecido, mexeu com o cotidiano da coletividade castelense.

AS MENINAS

Resistiram por muito tempo e até mesmo às últimas forças, aos mais brutais atos de crueldade e covardia, que se pode narrar em um crime praticado contra adolescentes, interrompendo, assim um futuro promissor.

AS FAMÍLIAS

Das quatro garotas, em três a certeza de terem juntas a elas o seio familiar e forças para suportar e, apagar momentos tão difíceis e voltarem ao cotidiano de uma sociedade, que lhes respeite para ter uma vida normal. Já os familiares de Daniely, não podem desfrutar do mesmo, apenas lembranças e muita saudade.

OS MENINOS

Dos quatro também três a dor e ao mesmo tempo a culpa de não terem a capacidade e a moral de educá-los, fazendo assim com que eles aprendessem na escola da vida, que se aprende de tudo, até formarem indivíduos dessa natureza. A de Gleyson, resta somente lembranças, saudade e pedir desculpas a uma sociedade pelo acontecido. Tudo isso se resume em falta de uma palavra chamada estrutura familiar, nenhuma criança nasce dizendo serei bom ou ruim, os pais educam o destino os revelam.

Este fato tinha que acontecer mesmo em Castelo do Piauí, uma cidade que mesmo diante de tudo isso, está apagando cada letra dessa história e, iremos mostrar que ainda temos a melhor cidade para morar e uma das mais hospitaleiras do Piauí. 

Finalizo pedindo que nossas autoridades independente de partido político, possam levar a sério o sofrido povo castelense e brasileiro. Lembrem-se que os adversários de um partido político, não é outro partido e sim as questões (Problemas) de uma cidade, estado e união. 

"Não se constrói uma sociedade correta, construindo presídios, mas sim, abrindo escolas (Creches, cursos profissionalizantes e outras modalidades de ensino)."


Por: Lucídio Soares de Sousa
P.S - Este texto foi escrito originalmente às três e meia da madrugada do dia 26/5/16 (Quinta-feira).



Edição: Jurandir Viana 

INFORME COMERCIAL: C & C Empório da Carne !!

Praticando os menores preços e oferecendo um super atendimento a sua clientela, C & C Empório da Carne, está localizada na rua Abdias Veras esquina com a Tiradentes no centro comercial de Castelo do Piauí.

 

Para fazer pedido ou encomenda de carnes bovina, suína, caprina, ovina e frango, é só ligar para os seguintes números: 9 9906-9866 (Cleanto) ou 9 9928-1488 (Claudenor), estamos vendendo também linguiça caseira e carne de sol especial.



Conheça nossas instalações e confira a variedade de produtos que disponibilizamos para a população castelense.


 
Você que gosta de churrasco, temos carvão e a melhor picanha da cidade.






Edição: Jurandir Viana 
Fotos: Marcius Afranius  

terça-feira, 24 de maio de 2016

Secretária de Saúde Participa de Congresso Sobre Melhorias de Gestão !!

O município de Castelo do Piauí participou do VI Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado do Piauí, que aconteceu entre segunda (23) e terça-feira (24), em Teresina. O evento discutiu a “Gestão Municipal: Perspectivas para superar os atuais desafios do SUS” e foi mais uma oportunidade de conquistas de bons exemplos para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Durante o Congresso, o município foi bem representado. Além da secretária municipal de saúde, a coordenadora da Atenção Básica, Poliana Apolônio, também esteve presente. O objetivo foi buscar exemplos que provoquem melhorias significativas nas gestão de saúde do município, sobretudo neste último ano de gestão municipal.


A secretária municipal de Saúde de Castelo do Piauí, Fernanda Tavares, pontua que o evento é de extrema importância, pois proporciona o contato com demais municípios que são referências em gestão pública de saúde em todo o país e que possam ser trazidos para o município.

“É um evento de grande relevância, já que capacita os gestores do SUS para atuarem em nosso município com mais segurança. Também possibilita a troca de experiências entre os gestores, já que estão presentes vários municípios do estado do Piauí e de outros estados como Ceará, Minas Gerais, que têm referência em gestão, e o próprio Ministério da Saúde”, afirma a secretária municipal de Saúde de Castelo do Piauí.

Gestoras de Castelo do Piauí ao lado de representantes do Território dos Carnaubais
Dentre as temáticas trabalhadas estão os aspectos orçamentários e fiscais, bem como quanto a movimentação dos blocos de financiamento e gestão do Fundo Municipal de Saúde; gestão de assistência farmacêutica; instrumentos de planejamento e as perspectivas pra superar os atuais desafios do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Coordenadora de Atenção Básica de Castelo do Piauí participou da oficina sobre o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ), ministrada por Allan Nuno Alves de Sousa, diretor substituto do Departamento de Atenção Básica (DAB), do Ministério da Saúde.


O evento foi realizado no Blue Tree Rio Poty Hotel pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado do Piauí (Cosems-PI) e contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) e do Ministério da Saúde, além de gestores de outros estados da federação.



Fonte: Ascom/Prefeitura de Castelo
Edição: Jurandir Viana 

Fantasmas de Castelo do Piauí: um ano após o estupro coletivo, cidade ainda tenta esquecer tragédia !!

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Texto e vídeos: Orlando Berti*. Fotos: Orlando Berti e Ricardo Morais, enviados a Castelo do Piauí

Fantasmas existem na mente de quem acredita. Eles são rejeitados pelos céticos. Assombram e incomodam quando são frutos de fatos ainda não aceitos ou polêmicos em uma sociedade.
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Castelo do Piauí e sua atual pacatez. Uma cidade interiorana. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
A cidade de Castelo do Piauí (a 199 quilômetros ao Norte de Teresina) vive entre lutar contra fantasmas e tentar levar uma pacata vida interiorana. Esta semana completa um ano do estupro coletivo em que quatro meninas foram raptadas, violentadas e depois jogadas de um desfiladeiro na cidade. Uma delas morreu e as outras três levam traumas para sempre. Os acusados: quatro menores e um adulto. Um desses garotos também terminou sendo assassinado pelos colegas enquanto estavam encarcerados.

Passaram-se 52 semanas da tragédia que abalou o Brasil. Discussões, debates acalorados, possibilidade de criação de novas leis, famílias destroçadas, duas mortes e o sentimento que a vida tem de continuar formam o enredo que alimenta e tenta afastar os fantasmas do caso e até exorciza-los.

A reportagem do O Olho esteve novamente em Castelo do Piauí e conta alguns dos fantasmas não esquecidos sobre o caso e como a cidade, que tem pouco mais de 18.160 habitantes, quer esquecer o fato que a marcou como palco de um dos crimes mais bárbaros ocorridos este século no estado.

Vídeo mostrando como está a vida noturna atual em Castelo do Piauí:
Fora os fantasmas ligados à tragédia do estupro coletivo, que completa um ano nesta sexta-feira (27/05), tem sido de assustar a estrada que liga Campo Maior a Castelo do Piauí, PI-115 (único acesso asfaltado entre a capital do Piauí e a Capital da Cachaça, como é conhecida a terra castelense). São 99 quilômetros de muita buraqueira e quase certeza de que a região tem sido esquecida por muitos dos poderes públicos. Ações sociais foram deixadas de lado depois que a temática do estupro coletivo deixou de ser debatida na mídia.

Assusta também as centenas de motoqueiros circulando a cada minuto, a maioria menores de idade. O uso de capacete é completamente esquecido. Amedontra mais ainda a quantidade de jovens ingerindo bebidas alcoolicas nos mais diversos pontos da zona urbana e a certeza que a ausência de políticas públicas para a juventude não são isoladas somente a Castelo, e sim endemias que povoam e multiplicam-se em todo o Piauí.
AS FAMÍLIAS DAS MENINAS VÍTIMAS DO ESTUPRO COLETIVO: SILÊNCIO
Falar sobre uma tristeza é complicado para a maioria pessoas. Quando essa tristeza envolve abuso sexual, termina, em muitos casos, em tabu. A principal medida dos familiares das quatro meninas vítimas da tragédia do Morro do Garrote, local do crime, é o silêncio.
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Vista de Castelo do Piauí feita no Morro do Garrote, lugar do estupro coletivo. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
Quando alguém toca no assunto para familiares e vítimas, aparecem os fantasmas de um final de tarde em que as garotas haviam ido tirar fotografias naquele morro, localizado a menos de dois quilômetros da cidade.

No dia do crime as vítimas foram encontradas pelos algozes. Eles estavam ali usando drogas e planejando crimes. As meninas foram amarradas e violentadas em um carrossel de terror digno dos enredos mais chocantes.

Os gritos de socorro não ecoaram ao ponto de serem ouvidos. Ali mesmo a sentença delas, mesmo sendo vítimas de abuso por infinitos minutos, foi decretada: a morte. Foram amarradas e jogadas de um desfiladeiro. Uma a uma. Sofreram horas e somente foram encontradas no final da noite daquele fatídico 27 de maio, uma data que assusta Castelo do Piauí.

As meninas-vítimas, hoje com idades entre 16 e 18 anos, continuam sob a supervisão de tratamento psicológico.
Vídeo mostrando como está o local da tragédia um ano depois:
Elas e os familiares preferem o silêncio ao comentar o fantasma do dia 27. Os parentes alegam que dar entrevistas sobre o fato só remonta os acontecimentos, gerando mais sofrimento.

Como um mantra, pouca gente fala abertamente na cidade sobre esse fantasma. Quase como um acordo coletivo, só que informal, o município tenta tocar sua vida para frente e dar um basta na história que tanto entristeceu a maioria da população.

As três sobreviventes dividem o tempo entre estudos em Teresina, uma delas foi morar com parentes na capital, e duas em Castelo do Piauí. São pacatas, pouco saem de casa. Procuram levar uma vida normal. Sa normalidade possível após passarem por tantos dramas.
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Castelo do Piauí e sua busca por respeitar a tragédia. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
A cidade as respeita em sua dor e pouco se toca sobre o assunto em rodas. Elas recebem sorrisos e não perguntas curiosas.

Não há vitimização das meninas e suas famílias. Castelo do Piauí respeita suas dores.
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Parte de baixo do Morro do Garrote. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
Por compreensão disto, a reportagem não insistiu em depoimentos de familiares e muito menos conversar com as meninas após as negativas e pedidos de respeito de que falar sobre o ocorrido no Morro do Garrote em 27 de maio de 2015 só traria tristes lembranças.

Dos parentes das vítimas o único que aceitou falar foi o comerciante Jorge Feitosa, pai de Danielly Rodrigues Feitosa, 17 anos, a vítima fatal do estupro coletivo. Ele pediu para não ser fotografado ou filmado.

Passadas 50 semanas da morte da jovem, que ficou internada por quase duas semanas em Teresina depois de todos os sofrimentos no Morro do Garrote, o pai desabou em chorar ao relembrar do caso. Pouco conseguiu falar mais que isso. É um senhor que tenta levar sua vida de comerciante, mas que ainda não curou os fantasmas do falecimento da filha. O mesmo sentimento é vivido pelo restante dos parentes, principalmente a mãe e o irmão de Danielly, braços direito de uma família muito respeitada em Castelo do Piauí.
O respeito também foi mantido e a entrevista encerrada.

Familiares da vítima fatal do estupro coletivo de Castelo do Piauí ainda aguardam a prometida lei que, sem pedido deles, foi batizada com o nome da menina. A legislação está para ser discutida no Congresso Nacional e prevê penas mais duras para casos envolvendo estupros contra menores, inclusive com endurecimento de penas para participação de pessoas com menos de 18 anos de idade envolvidas em atos do tipo.

FAMÍLIAS DOS MENORES CONDENADOS: PRECONCEITO E CONTINUAÇÃO DE DESESTRUTURAÇÃO
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Menores circulando sem capacete pela principal avenida de Castelo. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
Fantasmas também são vividos pelos parentes dos quatro adolescentes condenados pelo envolvimento na tragédia.
Os garotos I., J. e B., hoje respectivamente com 16, 17 e 16 anos continuam recolhidos ao CEM – Centro Educacional Masculino, na zona Norte de Teresina. Os três cresceram e estão fortes. Com exceção de I. os outros dois estão mais corados e aparentam melhores feições. B., que é o mais novo e era o mais franzino na época do crime, foi o que mais pegou corpo adulto.

O trio de menores permanece jurando inocência. Eles relatam à Justiça e à imprensa que o único crime que cometeram foi o assassinato do também condenado pelo crime Gleison Vieira da Silva, ocorrido em 17 de julho do ano passado enquanto. Os quatro já cumpriam medida socioeducativa por causa da tragédia em Castelo do Piauí.

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Cadeira há quase um ano na frente da casa de menor. Espera? (Foto: Ricardo Morais/O Olho)
Somente a família de B. continua morando no mesmo lugar. Uma cadeira, a mesma que ostentava a entrada da casa há um ano, permanece na frente da residência, uma pequena casa de conjunto de três cômodos e sem pavimentação na porta. Parece que o lugar está ali esperando a volta do filho.
A mãe de B., uma dona de casa, permanece sofrendo de depressão e seu pai, vendedor ambulante de peixes, continua envolvido mais profundamente no alcoolismo.
Quando a reportagem regressou este ano à residência da família de B. seu pai estava muito embriagado e bastante agressivo. Era acompanhado do irmão mais velho de B., um rapaz de 17 anos.

“Será que vão soltar meu irmão? Ele não tem culpa. Todo mundo sabe quem fez o crime”, apelou o rapaz, que disse, orgulhoso, hoje fazer a sétima série. O irmão de B. também destacou que sempre que pode, sua mãe vai visitar o irmão em Teresina. “Mas nem sempre isso acontece, a gente vive de Bolsa Família, tem pouco dinheiro. Vê se dá uma força aí para a gente tentar soltar ele”, finalizou o irmão que disse que gostaria de ver B., mas como é menor de idade não pode ter acesso ao CEM.

Os fantasmas do caso fizeram com que as famílias de I. e J. saíssem de suas residências. Elas moravam  a pouco mais de cem metros de distância, também na periferia de Castelo do Piauí.
Vídeo mostrando que pouco mudou no lugar da tragédia de Castelo do Piauí:
A casa de J. foi colocada à venda. A família de I. morava em um galpão, em que sempre funcionou um bar. No lugar atualmente não mora ninguém.

A mãe de J. veio residir em Teresina para dar mais assistência emocional ao filho. O pai de J., que meses antes do crime tinha se separado da mãe, foi morar na zona rural do município. Envergonhado, vive praticamente isolado e dedicado a trabalhos braçais.
O “sumiço” foi o destino tomado pela família de I. só que de maneira mais radical. O garoto é considerado o “mais problemático” e era o que tinha mais envolvimento com a polícia. Ele residia com o pai, idoso, a mãe e dois irmãos menores de dez anos.
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Casa de Gleison não existe mais. Foi vendida e destruída. Novo lugar. (Foto: Ricardo Morais/O Olho)
Na vizinhança ninguém sabe dizer do paradeiro da família de I. Versões dão conta que familiares foram para São Paulo, mas ninguém confirma. “Sumiram como fantasmas”, disse um vizinho que morava em frente ao antigo galpão que servia de residência à mãe, ao pai e aos dois irmãos pequenos de I.

A residência da família de Gleison foi vendida e posta abaixo. O lugar agora abriga um comércio e uma casa, totalmente diferente do barraco que abrigava a família.
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Casa de um dos menores. Isolamento social e vergonha de julgamento público. (Foto: Ricardo Morais/O Olho)
Segundo vizinhos, tão logo ocorreu o assassinato do menor condenado pelo estupro coletivo a mãe vendeu o lugar, pois estava hostilizada por moradores da região. Ela teria comprado um terreno na periferia da cidade e depois também vendido. Hoje a mãe, o irmão deficiente mental, as irmãs crianças e uma avó idosa residem em uma casa de conjunto popular de pouco mais de 20 metros quadrados que não tem pavimentação. A família passa o dia toda trancada. Eles são quase vizinhos da família de B. Vivem do Bolsa Família e a mãe, depois da morte do filho, pouco fala.

LOCAL DO CRIME UM ANO DEPOIS: INCÊNDIO, DROGADOS E RELIGIOSOS
O Morro do Garrote, palco do estupro coletivo de Castelo do Piauí continua praticamente o mesmo. Isso para quem o enxerga à primeira vista. De perto, muito mudou.
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Vista do exato lugar em que as meninas foram jogadas. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
Para se chegar a um dos lugares mais altos em que se pode ver a zona urbana de Castelo do Piauí precisa-se deslocar-se da principal via do município, a avenida Antonino Freire. Uma rua calçada leva ao morro. São pouco mais de 350 metros pavimentados e depois quase outros 900 metros vicinais.
Tudo continuava quase do mesmo jeito, inclusive a vida pacata que seguia naquela região.
Boa parte desse percurso de pouco mais de 1.200 metros é feito sem ver nenhuma casa e fazendo ter a certeza que é um “lugar estranho”.
Vídeo do Morro do Garrote um ano depois do estupro coletivo:
O que mudou em um entorno de 500 metros do morro foi que o loteamento que iniciara terraplanagem antes da tragédia ainda está pouco colonizado. Havia uma casa pronta e duas em término de construção.
Nenhum sinal de alma-viva.
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Única casa perto do lugar da tragédia. Está abandonada. (Foto: Orlando Berti/O Olho)
Bem perto do único acesso ao Morro do Garrote iniciou-se a construção de uma pequena residência mas também havia sinais de paralisação a algum tempo.

A reportagem refez o percurso das quatro garotas e assim como no final de uma tarde dos últimos dias de maio notou que o morro, que tem 11 metros de altura, continua sem ser frequentado mas proporcionando uma linda vista da cidade, fato que gerou o interesse daquelas quatro menores de idade naquele final de tarde de uma quarta-feira.
A árvore no topo do Garrote em que as quatro jovens foram violentadas sexualmente pelo desempregado Adão Vieira da Silva, 41 anos, e por quatro menores, continua igual. Um dos pedregulhos em que as meninas eram ameaçadas caso não concordassem em ser seviciadas ameaça desabar.

No local em que as garotas foram atiradas, de uma altura aproximada de quatro metros e meio, depois de violentadas, continua de difícil acesso e cheio de lixo. Garrafas pet e algumas de sidra provam a presença de pessoas.

O único som ouvido ali era de quatro bois que pastavam nas imediações.

O Morro do Garrote está mais verde que no mesmo período do ano passado, fruto das chuvas mais generosas de 2015 para 2016. Também são visíveis que a natureza do lugar tenta se recuperar de misterioso incêndio ocorrido semanas depois da tragédia. Pergunta-se até hoje se foi para apagar algum vestígio do que ocorreu sobre a tragédia.

O morro foi cercado novamente e foi feita uma terraplanagem nas proximidades da cerca. O lugar continua dando espaço apenas para criação de gado. É como se essas barreiras fossem justamente feitas para contribuir com o esquecimento da tragédia.
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Perto do Morro do Garrote. O único morador do entorno. Sem medo de fantasmas. (Foto: Ricardo Morais/O Olho)
O único morador do entorno é o caseiro J.O.F., 30 anos, que reside há poucos meses na região. Ele toma conta de um terreno que fica a 600 metros do morro. Da porta do lugar dá para ver o Morro do Garrote. “A gente não tem medo, apesar de dar um medo, que a gente termina se acostumando”, relatou.

J.O.F. fala que o local continua sendo frequentado por religiosos e por pessoas “que vem fumar uns negócios”. Geralmente os rituais religiosos são feitos entre os finais das noites e inícios das madrugadas.

Os que “fumam negócios” frequentam mais o local entre os finais das tardes e meio da noite. “Não tenho medo de fantasma, tenho medo é de gente ruim. E aqui a gente expulsa esse povo”, finalizou o caseiro.

Fantasmas ou não, como na ficção ou não, metem medo. Em Castelo do Piauí os fantasmas de uma tragédia é que mais incomodam ou são exorcizados naturalmente pelo melhor de todos os remédios: o tempo.

* Jornalista e professor universitário. Atua em O Olho via Projeto de Pesquisa de Etnografia das Redações tentando entender o modo de fazer jornalismo no Piauí.

domingo, 22 de maio de 2016

Tchau Bacabal !!

A derrota sofrida diante do Alto Bonito, neste domingo, 22 de Maio, alijou o Marvão Esporte Clube da Copa Mangueira 2016. Os comandados de Irismar de Sousa, perderam de 3 a 2. 

Os gols do jogo aconteceram no segundo tempo e, foram marcados por Andrezinho (Contra), aos 10 minutos, Charles deixou o dele aos 12, Andrezinho descontou de pênalti aos 20, Pepeu fez o terceiro do time juazeirense (21) e Augusto deu números finais no placar aos 31.

José Alberto de Sousa, arbitrou a partida e teve como auxiliares Gilson Carlos e Manoel Francisco. 87 pessoas pagaram para ver o adeus do Marvão, que jogará contra a Pedreira para cumprir tabela no dia 5 de Junho.

A segunda rodada começou sábado (21), com Roma e Pedreira empatando de 1 a 1. Os próximos confrontos serão válidos pelo grupo B. Baixada x São Paulo (Sábado, 28/5) e River Playt x Real Madri (Domingo, 29/5).

Mais informações no Jornal da Cidade, segunda-feira a partir das 10 horas da manhã. Sintonize Am Cidade - 1.470 KHz e confira. 



Por: Jurandir Viana